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Estudante do CEM 09 de Ceilândia se destaca em competições de neurociências

A parte da ciência que descreve o estudo do sistema nervoso central tais como suas estruturas, funções, mecanismos e aspectos fisiológicos é chamada de neurociência. Geralmente, os adeptos da área passam a conhecê-la mais de perto e a se aprofundar quando ingressam numa faculdade de psicologia ou medicina, por exemplo. Entretanto, há aqueles que desde jovem se encantam pelo neurociência e começam a pesquisar sobre o assunto.

É o caso de Kaleb Damarcena, de 17 anos. Hoje, na reta final rumo à universidade, o estudante do 3º ano do Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia se prepara para prestar vestibular para Medicina. Além do curso definido, ele também está certo de sua especialização: a neurologia. Tamanho interesse pelo conteúdo ficou ainda mais evidente quando Brasília passou a participar da Olimpíada Brasileira de Neurociências (OBN), com direito a etapa seletiva regional. “Para mim foi uma excelente oportunidade de participar de uma competição no ramo que eu gosto tanto e de me aprofundar num estudo que somente integra o currículo do ensino superior”, disse o aluno.

No início do ano passado, a escola onde Kaleb estuda foi escolhida pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) para receber aulas preparatórias para a Olimpíada Brasiliense de Neurociência (OBSN). Não seria surpresa alguma que a novidade logo despertasse a vontade do aluno em participar do projeto. Além de acompanhar as aulas ministradas pelos estudantes da faculdade de saúde do Distrito Federal, Kaleb integrou junto a outros alunos de sua escola o clube de neurociência, criado pelo professor de biologia da escola e doutor em neurociência Ivaldo Jesus.

Sob a supervisão do professor, Kaleb se inscreveu nas competição regional e iniciou os estudos teóricos da matéria. No ano passado, conquistou o terceiro lugar regional e sexto nacional. Neste ano, conquistou novamente o terceiro lugar na etapa regional, realizada em abril. Porém, não conseguiu ficar entre os seis primeiros lugares no pódio nacional. “Comecei a fazer no horário da tarde um curso preparatório para vestibular e não pude me dedicar como gostaria para a competição, mas com a ajuda do meu professor consegui aprender muita coisa interessante na neurociência”, revelou o aluno. Segundo o professor, o tempo dedicado aos conteúdos de nível de superior foi de suma importância para que o estudante pudesse conseguir a classificação na Olimpíada Brasiliense de Neurociências (OBSN) e, depois, indicado a participar da IV OBN.

O diretor da escola, José Gadelha, conta que o clube de neurociência faz parte das atividades do Olimpíadas CEM 9. Um projeto que iniciou no começo da gestão de Gadelha, em 2011, onde são oferecidas oficinas de estudos nas diversas áreas de humanidade, saúde e exatas. “Começamos com aulas no contraturno de matérias como biologia, química, matemática, português. Quando surgiu o clube de neurociência, estudantes que até então não tinham aderido um grupo, se encontraram. É o caso do Kaleb”, explicou o gestor.

Olimpíada Brasileira de Neurociências

A Olimpíada Brasileira de Neurociências (OBN) é uma competição sem fins lucrativos de neurociências para estudantes do ensino básico, que visa incentivar a busca pelo conhecimento sobre o sistema nervoso e estimular o interesse de estudantes do ensino básico pela pesquisa acadêmico-científica nas diferentes áreas das neurociências. Esta competição teve seu inicio em 1998 por iniciativa do Dr. Norbert Myslinski, (Universidade de Maryland, EUA). Iniciada nos EUA, a competição hoje atinge vários países.

Existem atualmente cerca de 150 coordenadores de Olimpíadas de Neurociências distribuídos em comitês locais por todo o mundo. Um representante de cada país é selecionado a partir de seleções nacionais que agregam os candidatos indicados por comitês locais e o vencedor é convidado a participar de uma competição internacional.

(do site http://noticias.se.df.gov.br/)

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