Governo do Distrito Federal

Embaixadas de Portas Abertas abre intercâmbio cultural a alunos da rede pública

Decreto que instituiu o programa foi assinado nesta quarta-feira (9) pelo governador Rollemberg. Desde 2015, 500 crianças já fizeram visitas às instituições

GABRIELA MOLL, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Embaixadores, representantes de organismos internacionais e outras autoridades participaram, nesta quarta-feira (9), da cerimônia que institui o programa Embaixadas de Portas Abertas no Distrito Federal.

O evento, no Palácio do Buriti, contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg. Criada em 2015, a ação tem como objetivo aproximar os estudantes da rede pública da carreira diplomática e informá-los sobre os costumes de outros países.

A ideia é proporcionar visitas a crianças de 9 a 11 anos às 134 representações diplomáticas sediadas na capital do País e permitir que estudantes aprendam sobre a história, geografia, cultura e idioma de cada dos países.

“É uma oportunidade de conhecer a cultura e a história dos países e permitir que o corpo diplomático conheça a cultura do Brasil por meio das nossas crianças, o que nos deixa muito feliz”, ressaltou o governador na cerimônia.

De acordo com o chefe do Executivo, o Embaixadas de Portas Abertas é uma extensão do turismo cívico da cidade. “Tenho grande convicção de que a mudança de paradigmas na sociedade ocorrerá por meio das áreas de educação, meio ambiente, turismo e inovação, que são vocações de Brasília”, disse Rollemberg.

As atividades fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

Idealizadora da iniciativa, a colaboradora do governo Márcia Rollemberg definiu o projeto como uma oportunidade em favor da cultura de paz. “Queremos criar esse sentimento de pertencimento e de identidade, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e humano no DF”, destacou.

Márcia agradeceu ao corpo diplomático pela cooperação e colocou os espaços do governo disponíveis para criação de mais vínculos e parcerias com outros países.

O decreto assinado pelo governador estabelece os termos da parceria da Secretaria de Educação, da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) e da Assessoria Internacional do Executivo local com as embaixadas estrangeiras no DF.

“Estamos muito felizes em dar aos nossos alunos a oportunidade de ampliar a visão de mundo para além das salas de aula”, avaliou o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho. “É um instrumento para levar o mundo para Brasília e levar Brasilia para a o mundo”, resumiu a chefe da Assessoria Internacional, Renata Zuquim, na apresentação do vídeo de promoção do projeto.

A embaixadora de El Salvador no Brasil, Diana Marcela Vanegas, primeira a acolher o projeto, relatou como foi receber os alunos e professores do Varjão. “Lembro dos olhares tímidos, porém cheio de curiosidade e expectativas”, contou.

A salvadorenha confessou que ficou preocupada em como explicaria para crianças do 5º ano a importância de fortalecer as relações diplomáticas entre os países. “Foi mais simples e proveitoso do que imaginávamos. Compartilhamos cultura, história, gastronomia e trabalhamos o que desenvolvemos no dia a dia, foi como um encontro de almas”, definiu.

Para atriz e embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula Fidalgo, a atividade é fundamental para fomentar a união no Brasil e no mundo. “São vínculos de afeto e respeito como este que vão construir uma sociedade amorosa por todo o planeta.”

Durante a solenidade, a banda marcial e o coral dos alunos do Centro de Ensino Fundamenta 11 do Gama entoaram Hino Nacional e o Hino à Brasília. Na próxima semana, os estudantes da unidade de ensino abrem a agenda do programa no segundo semestre de 2017 com visita à Embaixada de Israel.

Após a assinatura do marco legal, os estudantes da escola do Gama entregaram certificados de participação a representantes das embaixadas de Angola, Argentina, Azerbaijão, Bulgária, Colômbia, El Salvador, Eslovênia, França, Hungria, Índia, República Dominicana e Singapura.

Como funciona o Embaixada de Portas Abertas

As atividades ocorrerão às quintas-feiras, ocasião em que os alunos conhecerão mais a história, a geografia, a cultura e a língua dos 12 países que até agora já se tornaram parceiros na iniciativa.

Nicarágua, Israel, China, Gabão, Argélia, Países Baixos e Itália são algumas das nações que já confirmaram adesão ao programa.

As visitas serão feitas durante o ano letivo por alunos selecionados pelas escolas. Embaixadas interessadas em participar devem procurar a Assessoria Internacional do governo de Brasília, por meio do endereço eletrônico assessoria.internacional@buriti.df.gov.br.

Desde a criação do piloto do projeto, em 2015, 500 crianças já participaram das visitas às instituições. A primeira embaixada a receber os estudantes foi a de El Salvador, em 27 de maio de 2015.

EDIÇÃO: VANNILDO MENDES

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